ELEIÇÕES, POPULISMO E DESINFORMAÇÃO DIGITAL: O PAPEL DAS REDES SOCIAIS FRENTE A ESTIGMATIZAÇÃO DA IMPRENSA

Gabriel Vieira Terenzi, Beatriz Pereira Junqueira, Marcos César Botelho

Resumo


O presente trabalho tem como objetivo avaliar o papel das redes sociais diante do processo de estigmatização pela qual a imprensa tradicional passa na linguagem de discursos populistas, catalisados pela desinformação digital. Para tanto, passou-se a abordar os conceitos de desinformação e pós-verdade digital, bem como os hábitos que caracterizam esse fenômeno. Em sequência, o trabalho aborda as práticas populistas, demonstrando suas interações com a democracia de audiência e identificando que a imprensa passa a ser, nesses discursos, apontada como parte das “elites” e, assim, considerada inimiga. Verificadas as relações entre os instrumentos que propagam a desinformação digital e a retroalimentação do fenômeno populista, o trabalho passa a propor, mediante uma metodologia hipotético-dedutiva, a curadoria de conteúdo e a modificação qualitativa do comportamento das redes sociais como soluções, concluindo que tais medidas convertem-se em respostas adequadas aos riscos decorrentes do populismo eleitoral, por se tratarem de soluções moderadas, que refreiam o antagonismo digital. 


Palavras-chave


Desinformação digital; redes sociais; populismo eleitoral; democracia de audiência; liberdade virtual.

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DOI: https://doi.org/10.21783/rei.v7i2.601

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