Reação a Kevin Davis

Mariana Mota Prado, Michael J. Trebilcock

Resumo


Em comentário muito profundo ao nosso livro, Kevin Davis aponta para a ambiguidade no uso do termo experimentação e distingue cuidadosamente estudos randomizados controlados (ERCs) de outras formas de experimentação, associadas ao conceito de “governança experimentalista”. O ponto central de seu texto é chamar atenção para o fato de que os bypasses institucionais estão principalmente associados à “governança experimentalista” e alertar o leitor sobre as inferências limitadas que podemos fazer com base no tipo de experimentação proposto em nosso livro. Mais especificamente, Davis argumenta que bypasses institucionais não nos permitem comparar verdadeiramente o desempenho de duas instituições, tal como fazem os ERCs. O que se observa, em realidade, é o desempenho do bypass simultaneamente ao da instituição dominante; não sabemos, pois, como os bypasses funcionariam se fossem a única instituição atuante. Portanto, segundo Davis, é preciso abster-se (ou pelo menos ser extremamente cuidadoso) de ir além desse experimento para concluir que o bypass configura um arranjo institucional superior. Assim, somente estudos randomizados controlados (ERCs) nos permitiriam afirmar se um arranjo é superior ao outro.


Palavras-chave


bypasses; desenhos institucionais; governança experimental

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Referências


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